A INOVAÇÃO E A CRIAÇÃO DE VALOR NOS NEGÓCIOS

A INOVAÇÃO E A CRIAÇÃO DE VALOR NOS NEGÓCIOS

Para falar de inovação é necessário entender o processo em que ela ocorre. A inovação começa como uma invenção que, por sua vez, tem início na criatividade que se originou de uma ideia, que vem da imaginação. Portanto, o processo de inovação inicia-se na imaginação. Assim, inovar não é uma invenção e nem uma ideia genial, é colocar a ideia em prática após identificar oportunidades.

A inovação acontece quando adotamos um produto ou serviço porque percebemos que eles melhoram nossas experiências, nos tornam mais produtivos, e nos fazem sentir melhor. Algumas empresas ficam pelo caminho, focadas no que sabem fazer, sem acompanhar mudanças nos comportamentos e expectativas dos clientes. Inovação é o processo de transformar uma ideia diferenciada em oferta real, precificada, comunicada e disponibilizada ao público-alvo, atendendo as necessidades dos clientes com maior valor percebido em relação às alternativas existentes. E claro, trazendo resultado para a companhia.

Inovação, portanto, é uma invenção aplicada ao mercado. É o conjunto de passos envolvidos na disponibilização de criações à sociedade. Muito mais amplo do que uma “invenção” e requer a combinação de vários conceitos e conhecimentos, desde técnicas para a resolução de problemas, estudo de demanda de mercado e proteção dos resultados de projetos para um maior retorno sobre o investimento. Instituições que inovam, de certa forma, criam valor para seus negócios e colhem alguns benefícios. Alguns resultados diretos do processo de inovação são:

A inovação é pautada na resolução de problemas. Devido às adversidades que existem na sociedade, nas relações humanas e comerciais, apresentar saídas diversas para as dificuldades cotidianas e ter retorno comercial deste uso é um dos principais motores para o desenvolvimento de países, empresas e sociedade como um todo.

O mundo é movido por projetos. Saber gerenciar e executar é essencial. Ao redor do globo encontramos evidências de que gerenciar projetos não é algo novo (as pirâmides datam de 2.500 A.C e as muralhas da China de cerca de 206 A.C). Pouco sabemos sobre a prática de projetos nesse período, ainda que registros mostrem, por exemplo, que haviam gestores para cada uma das quatro faces da Grande Pirâmide, responsáveis por controlar a sua realização e conclusão.

Na segunda metade do século XIX, com a Revolução Industrial e o significativo aumento da complexidade dos novos negócios em escala mundial, surgem alguns dos princípios da gestão de projetos. A necessidade de sistematizar e administrar as novas organizações que emergem, bem como de viabilizar a realização dos novos empreendimentos, estimulam o crescimento da área de administração.

Com o crescente avanço da inovação, novas invenções surgem e, com isso, a necessidade de maior competitividade comercial. Daí a necessidade de proteção de algumas invenções por patentes, parte da Propriedade Intelectual. Muitas iniciativas de Pesquisa & Desenvolvimento tem projetos que geram patentes, por isso que empresas investem tanto no setor.

Resumidamente, é possível dizer que para todo problema que existe há, pelo menos, uma solução. Para pensar em respostas, a criatividade é essencial para fomentar novas ideias. Tais insights podem ser desenvolvidos por meio de projetos e novos processos. O resultado dos projetos e dos novos processos podem gerar inovações. Inovações são o resultado de invenções aplicadas ao mercado.

Por meio de invenções, é possível desenvolver novas patentes que concedem o direto de exploração comercial de tais invenções e com isso gera-se um retorno financeiro. É importante pontuar que nem toda ideia leva a uma invenção, mas toda invenção aplicada é uma inovação. Porém, nem toda invenção é patenteável.

Representação de conjuntos e subconjuntos de como o foco na resolução de problemas pode trazer retornos financeiros.

Segundo a Organização Mundial de Propriedade Intelectual – WIPO, em um estudo de 24 de maio de 2002, intitulado “Conditions for Successful Economic and Social Use of Inventions and Innovations Seed Capital Investment for Intellectual Property Commercialization”, o valor de criação e a inovação são inversamente proporcionais ao risco de investimento. Isso significa que em estágios iniciais de inovação ou de pesquisa (P&D) existe um alto risco financeiro. E quando a companhia atinge maturidade comercial, os riscos são menores, mas isso leva tempo.

O mesmo estudo mostra que a Propriedade Intelectual (PI) é uma fundação dos negócios modernos, conforme tabela abaixo:

Pensar em novas formas de resolver os mesmos problemas, otimizar alternativas existentes ou propor saídas disruptivas por meio de iniciativas ou projetos é uma das áreas de atuação de empresas de consultoria em gestão, processos e tecnologia. É parte do dia a dia das mesmas promover respostas que muitas vezes podem estar fora do escopo de atuação de alguns clientes, desde a criação de sistemas que otimizam os seus processos e sejam adaptados à realidade do negócio, até o desenvolvimento de um novo método de síntese biológica laboratorial. Tipos de projetos que podem gerar invenções patenteáveis, ou simplesmente soluções que fazem com que o valor de seus negócios aumente.

Referências:

BIGÃO, Fabiana; MOURA, Myrian. Fundamentos de gestão de projetos [E-book; s.i.: s.n.], s.d.

REMER, Ricardo. Curso Engenharia de Patentes. Apresentação no Instituto Militar de Engenharia, 2011.

Conditions for Successful Economic and Social Use of Inventions and Innovations Seed Capital Investment for Intellectual Property Commercialization. WIPO: World Intellectual Property Organization. 2002. Disponível em: https://www.wipo.int/meetings/en/doc_details.jsp?doc_id=2188.

MORAIS, Eunice. Invenção x inovação. Empreendedorismo – Empreendedo na FATEC, 2010. Disponível em: https://professoraeunicerocha.wordpress.com/textos/invencao-x-inovacao.

SERAFIM, Luiz. Inovação, Ideia ou Invenção?; Endeavor, 2015. Disponível em: https://endeavor.org.br/inovacao/inovacao-ideia-ou-invencao.