OS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS NO COMBATE AO NOVO CORONAVÍRUS

OS SISTEMAS DE INFORMAÇÕES GEOGRÁFICAS NO COMBATE AO NOVO CORONAVÍRUS

Em meio a pandemia de Covid-19, uma ferramenta tecnológica vem auxiliando não só no mapeamento de novos casos, curas e óbitos, mas também na tentativa de prevenir a disseminação do novo coronavírus. Trata-se dos SIG (Sistemas de Informações Geográficas), uma combinação de três tipos de tecnologias distintas: sensoriamento remoto, GPS e geoprocessamento.

Sensoriamento remoto: técnica de obtenção de informações acerca de um objeto, área ou fenômeno localizado na Terra, sem que haja contato físico com ele. As informações podem ser obtidas por meio de radiação eletromagnética gerada por fontes naturais (o Sol) ou artificiais (radares), e são apresentadas na forma de imagens. Atualmente, os registros mais utilizados são aqueles captados por sensores óticos orbitais, localizados em satélites.

GPS [Global Positioning System]: apoiado com a cobertura de dezenas de satélites, o GPS pode emitir informações de qualquer local do mundo a partir de coordenadas geográficas. Além de informar as posições de latitude e longitude, o GPS hoje pode informar endereços, traçar rotas de percursos, etc.

Geoprocessamento: é a etapa de tratamento das informações obtidas por meio do sensoriamento remoto e do GPS para auxiliar na produção de mapas, cartogramas, gráficos e sistematizações em geral. Todos esses procedimentos consistem na utilização de softwares especialmente programados para essa função. Hoje, a ferramenta de geoprocessamento mais conhecida é o Google Earth.

Agora que sabemos o que são os SIG e como eles funcionam, podemos imaginar inúmeras formas de mapear, analisar e combater a disseminação de um vírus. Inclusive, a tecnologia foi utilizada no combate ao Ebola entre o fim de 2013 e meados de 2016.

E foi baseado em um SIG chamado ArcGIS que o Centro de Ciência e Engenharia de Sistemas da Universidade Johns Hopkins (EUA) criou o mapa interativo que acompanha a pandemia causada pelo novo coronavírus. No dashboard (veja na imagem abaixo), é possível mapear e analisar dados de contágios, óbitos e número de recuperados da doença. Esses dados são essenciais para as agências de Saúde entenderem o impacto da Covid-19 e compartilharem informações com sua comunidade a partir da análise de mapas.

Essa tecnologia facilita o monitoramento e a identificação de áreas com maior foco de contaminações causadas pelo novo coronavírus. Assim, essas informações podem ser usadas para influenciar medidas sanitárias como a distribuição de máscaras e a desinfecção de locais públicos, por exemplo.

Referências:

COVID-19 Dashboard; Center for Systems Science and Engineering (CSSE) at Johns Hopkins University (JHU).. Disponível em: https://gisanddata.maps.arcgis.com/apps/opsdashboard/index.html#/bda7594740fd40299423467b48e9ecf6.

PENA, Rodolfo F. Alves. "SIG"; Brasil Escola. Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/sig.htm.

PEREZ, Thaís. Coronavírus e SIG: Como a informação geográfica pode ajudar? ; Instituto GEOeduc. Disponível em: http://geoeduc.com/2020/03/17/coronavirus-sig-como-pode-ajudar.